sexta-feira, 18 de julho de 2008

O Pará é o grande portal de entrada da floresta

O Pará considera-se o grande portal de entrada da maior Floresta Tropical do planeta. É por ele que sempre se adentrou a Amazônia brasileira. A região assumiu grande importância histórica no mundo, a partir da descoberta da borracha, considerada a matéria-prima que impulsionou de forma significativa o período da Revolução Industrial.
Belém é denominada “capital do Norte do país”. Pelo Pará se começa a conhecer a exuberante Floresta Tropical brasileira, com sua fantástica bacia hidrográfica formada por rios, igarapés e riachos que irrigam a vida na região de maior biodiversidade do planeta, como as veias e artérias que alimentam o coração humano.


Projetos e devastação
Com 1.248.042 km2 de extensão, representando 16,66% do território brasileiro e 26% da Amazônia, o Pará é cortado pela linha do Equador no seu extremo norte. Divide-se em 143 municípios, onde vivem aproximadamente 6 milhões de pessoas.
O Pará já dispõe de uma infra-estrutura capaz de sustentar projetos produtivos para o desenvolvimento do estado. Tradicionalmente baseada no extrativismo, a economia paraense sofreu a primeira grande mudança na década de 70, a partir da política de incentivos fiscais definida pelo governo federal para estimular o desenvolvimento da Amazônia.
Isso resultou em vários projetos industriais, agrícolas e pecuários. Daí ter o estado se transformado no principal devastador da floresta na borda sul da grande Amazônia brasileira.


Agroindústria e turismo
Em meados da década de 90, a economia do Pará sofreu outra mudança significativa, quando, além de adotar mecanismos de incentivo a novos projetos produtivos, o governo passou a trabalhar a mudança da base produtiva do Estado, a partir das suas áreas vocacionais, garantindo um desenvolvimento econômico e social efetivo e permanente. Atualmente, a nova base produtiva do Pará sustenta-se nas áreas de agroindústria, verticalização da produção mineral e turismo.
A verticalização da produção mineral prevê o aproveitamento econômico das inúmeras e valiosas jazidas minerais do Estado, onde se encontra a maior província mineral do Brasil. A verticalização reduz a exportação do minério, quase que em estado bruto. Incorporou novas etapas ao processo produtivo, de forma integrada, solidificando, ampliando e diversificando o parque industrial paraense.


Óleo, frutas e grãos
O setor de agroindústria pretende fortalecer o desenvolvimento rural, por meio do consórcio entre agricultura e indústria. Ao lado das culturas já existentes, que vêm crescendo ano a ano, surgem indústrias de óleo de palma, sucos e polpas de frutas e de fibra de cocos. A introdução da cultura da soja apresentou resultados excelentes, índices de produtividade acima da média verificada no país, o que indica boas perspectivas para a atividade. As culturas de cacau e café também apresentam boas perspectivas. Além dos aspectos econômicos, o desenvolvimento da agroindústria utiliza basicamente terras já degradadas, recuperando-as de forma produtiva e evitando a destruição de novas áreas. De negativo, apenas os altos índices de desmatamento incorporados às atividades de produção de soja e também da pecuária.


Turismo, lazer e cultura
O Pará também oferece diversos e significativos atrativos na área de turismo, atividade que vem crescendo, principalmente, depois dos investimentos em infra-estrutura realizados pelos governos estaduais. A política de desenvolvimento do turismo, que garante retorno dos investimentos, desenvolvimento sócio econômico e baixo nível de agressão ambiental, dividiu o estado em seis pólos.
O Pólo Belém e Costa Atlântica está voltado para o turismo de negócios, lazer e cultura. Tem centros de convenções, museus, teatros, bosques e belas praias, inclusive algumas das poucas praias de rio, com ondas, existentes no mundo. No Pólo Tapajós se encontram os rios Amazonas e Tapajós, exuberante paisagem de praias fluviais, cachoeiras, florestas e formações rochosas. E oferece a possibilidade de acompanhar importantes manifestações culturais do povo paraense.


Praias fluviais
O Pólo Araguaia-Tocantins volta-se para o turismo ecológico e de aventura, concentra os torneios de pesca esportiva disputados no estado, inclusive no lago da hidrelétrica de Tucuruí, e oferece as belas praias fluviais dos rios desta microrregião, que só aparecem nos meses de verão.
O Pólo do Marajó volta-se para o turismo ecológico. Na ilha, localizada na foz do Amazonas, há muitas atrações, da culinária à pororoca, das praias aos cenários de Pantanal, das manifestações culturais à riqueza da flora e fauna.
Por último, o Pólo do Xingu é representado no Plano de Desenvolvimento Turístico, da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), por Altamira. Conhecido como o maior município do mundo, em termos de extensão, Altamira é daquelas cidades inesquecíveis, com belas praias, uma rica história cultural, preservada pelos descendentes de índios e portugueses e ainda faz parte de uma das mais belas e preservadas regiões do norte do Brasil.


Rio Xingu
Com dois mil quilômetros de extensão, o Rio Xingu é um dos principais corredores da pesca esportiva no Pará (modalidade que cresce a cada ano em todo o país) e abriga um manancial paradisíaco de belos peixes. Cachoeiras, corredeiras e praias de água doce são abundantes e se transformam num grande atrativo aos moradores locais e aos programas de turismo ecológico nos finais de semana.



Fonte: site Kaxiana

Nenhum comentário: